Novidade: A garota napolitana ganha a versão impressa!

O livro.

Na estante, ansioso por se libertar da poeira e ser abraçado por mãos e olhos.

Na livraria, com sua roupa de domingo, aprumado pela certeza de que um dia será escolhido.

Amarrotado e, de vez em quando, esquecido dentro das caóticas mochilas dos estudantes, mas pronto para livrá-los de qualquer apuro.

Dentro das bolsas dos corações românticos, que os agarram no transporte público, apressados em descobrirem qual é o desfecho do casal. (quem nunca perdeu uma estação de metrô porque estava lendo?).

Manuseado pelas mãozinhas curiosas dos bebês que descobriram uma amizade eterna.

Companheiro de noites insones de almas solitárias, mas povoadas de vidas que tornam a vida real mais colorida.

O livro, que contém a magia de palavras que se costuram e formam histórias que nos inquietam, acalentam e, sim, nos transformam.

Nina, A garota napolitana, nunca imaginou que sua história poderia se transformar em um livro, assim como eu acreditava que seria muito difícil concretizar esse sonho.

Mas os livros me ensinaram que a coragem se esconde, se recolhe, hesita, mais nunca morre.

 Obrigada por sonhar comigo!

Você pode adquirir seu exemplar preenchendo esse formulário:

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A garota napolitana – 4 meses de lançamento!

Faz apenas 4 meses que decidi me assumir como escritora. 

A garota napolitana não é o primeiro romance que escrevi, mas sim o primeiro que publiquei. Antes dele, escrevi 6 romances, e, depois dele, mais 2. Mas esse é assunto para outro texto. 

Dia após dia, meu romance segue conquistando novos leitores, paquerando os indecisos, e convidando para o diálogo.

Nina é uma mulher que se expõe de maneira vulnerável, criando pontes afetivas com nossos dilemas e conquistas.

Agradeço aos maravilhosos leitores e a quem decidir dar uma chance para Nina!

Deixo abaixo duas resenhas especiais: Lara Nacht, minha irmã de coração, ser lida por você é uma alegria que não cabe em mim.

E a fabulosa Roberta Couto, que sempre me inspira com seu olhar poético sobre o mundo.

Nina segue reverberando.

E teremos novidades! Aguardem!

A ambição masculina: virtude ou alerta?

A ambição, em si, é uma virtude? A ambição masculina é encorajada e admirada em nossa cultura?

Em meu romance, A garota napolitana, a protagonista Nina conhece Marcos quando ambos cursam Jornalismo. Começam a namorar, e, em pouco tempo, ele define seus objetivos: quer ser âncora de um jornal da BBC, por isso, não quer ter filhos, e é irredutível. Prioriza sua carreira, em detrimento dos objetivos de Nina, que ainda estão sendo contornados.

Ela não reage, apenas engole sua raiva, ácida e silenciosa, afinal, o mundo sempre foi dos homens.

Esse trecho específico do romance ocorre no início dos anos 2000, quando o feminismo, enquanto arsenal de diálogo e mobilização, ainda estava saindo das fronteiras acadêmicas. Também por esse motivo, a angústia de Nina não encontrava respaldo externo. A quase ausência de linguagem social (machismo estrutural, violência simbólica, abuso emocional disfarçado de cuidado) a deixava no escuro.

Embora esse escuro tenha diminuído, 25 anos depois, a ambição masculina ainda é admirada e endossada. Os homens, de maneira geral, defendem sua reputação, seu status, sua posição social, mesmo que a base dessas conquistas esteja sedimentada em diversas violências instituídas.

Será que ainda acreditamos que os homens são mais importantes, mais competentes, mais inteligentes?

As mulheres ainda engolem a raiva silenciosa? Nós ainda carregamos a crença de que o poder masculino consiste em desbravar o mundo, e cabe às mulheres cuidarem desse legado e manterem a vida doméstica em ordem?

O que vc pensa sobre isso?

A garota napolitana – um mês de vida!

Com muita alegria, comemoro um mês de lançamento do meu primeiro romance.

Tem sido uma travessia deliciosamente vertiginosa, feita de aprendizados, grandes alegrias e desafios.

A maior alegria é, sem dúvida, saber que 19 pessoas acreditaram em minha história e dedicaram seu tempo para desbravarem o universo da protagonista Nina, e apreender como seus conflitos ressoam em cada um.

Por isso, acredito que a escrita tem uma função coletiva. O processo criativo geralmente é bastante solitário, exige uma dedicação que faz o mundo externo desaparecer, e mobiliza diversas energias internas, memórias, sensações, paisagens inexploradas.

Mas, quando as palavras ganham um corpo, a solidão se desfaz. E essa sensação de ter o mundo preenchido por outras vozes, vidas e dramas me ajudou a me constituir como ser humano, redefinindo os contornos da minha existência. A leitura me fez compreender que eu jamais estaria sozinha.

Nina carrega pedaços de cada um de nós, porque somos feitos de recuos, silêncios, anseios, aprendemos a caminhar, mesmo quando contundidos, e sentimos uma fonte limpa e secreta em algum lugar em nossa alma que nos impulsiona a tentar existir plenamente.

Te convido, carinhosamente, a mergulhar nessa história!

Todas as informações sobre o livro e as crônicas que já escrevi sobre ele estão no menu.

Que A garota napolitana ainda abrace muitos leitores, e que a escrita continue provocando, propondo e rompendo fronteiras!