Novidade: A garota napolitana ganha a versão impressa!

O livro.

Na estante, ansioso por se libertar da poeira e ser abraçado por mãos e olhos.

Na livraria, com sua roupa de domingo, aprumado pela certeza de que um dia será escolhido.

Amarrotado e, de vez em quando, esquecido dentro das caóticas mochilas dos estudantes, mas pronto para livrá-los de qualquer apuro.

Dentro das bolsas dos corações românticos, que os agarram no transporte público, apressados em descobrirem qual é o desfecho do casal. (quem nunca perdeu uma estação de metrô porque estava lendo?).

Manuseado pelas mãozinhas curiosas dos bebês que descobriram uma amizade eterna.

Companheiro de noites insones de almas solitárias, mas povoadas de vidas que tornam a vida real mais colorida.

O livro, que contém a magia de palavras que se costuram e formam histórias que nos inquietam, acalentam e, sim, nos transformam.

Nina, A garota napolitana, nunca imaginou que sua história poderia se transformar em um livro, assim como eu acreditava que seria muito difícil concretizar esse sonho.

Mas os livros me ensinaram que a coragem se esconde, se recolhe, hesita, mais nunca morre.

 Obrigada por sonhar comigo!

Você pode adquirir seu exemplar preenchendo esse formulário:

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Quando eu encontrar o amor…

Vou me curar.

A pessoa que me amar vai varrer todas as feridas e cicatrizes da minha alma.

Vou renascer, zerar meu passado, e terei todas as minhas necessidades supridas. Nós dois seremos um só.

Será?!

Sou de uma geração de mulheres que cresceu acreditando em príncipe encantado, bombardeada de estímulos incessantes: desenhos da Disney, comédias românticas, os famosos romances açucarados… Esse ser mágico, perfeito, portador de todas as respostas, que nasceu pronto, nos faria felizes para sempre.

Em algum momento da minha jornada, uma pergunta crucial me atravessou: e se eu tentar me salvar? E se eu construir autonomia sobre meus desejos e necessidades, e entender a relação romântica como um complemento, capaz agregar novos elementos à minha existência, feita de diversas texturas e cores, e não ser a razão da minha existência?

Nós, mulheres, sabemos como funciona: temos que estar prontas para quando ele chegar, atentas às suas necessidades e demandas, e supri-las. Sempre arrumadas, enfeitadas, até mesmo dóceis, afinal, a mocinha conquista e seduz pela sua alma alegre, sua disponibilidade infinita, sua natureza maleável.

Isso não quer dizer que não acredito no amor. Mas quando ele se transforma em ideal a ser alcançado, de maneira padronizada, descartando nossas nuances, medos, recuos, e no caso das mulheres, o protagonismo sobre nossas escolhas, merece um sinal de alerta.

Enquanto escritora, tentei criar uma história de amor mais humanizada, porque A garota napolitana, meu romance de estreia, é também, sobre o amor entre Nina e André.

Mas não se engane: para além dessa padronização, a jornada deles coloca em evidência justamente a humanidade de cada um, e, principalmente, o que interdita uma entrega impulsiva, ou previsível, onde tudo se encaixa perfeitamente.

Como minha primeira e sensacional leitora Amanda Gonzaga afirmou: O romance dela com André não é o principal fator. O amor deles vai ser uma consequência dela ficar bem.

E por que Nina tem que ficar bem? Por que ela é uma mulher que, como todas nós, foi vítima de diversos tipos de violência. Por isso, como aconteceu comigo, em algum momento da sua história, ela percebe que é responsável pela sua existência, e inverte o jogo: ela não tem que ser amada por um homem para ser curada, ela tem que aprender se curar para amar.

E você, ainda acredita em amor romântico como salvação?

A garota napolitana – um mês de vida!

Com muita alegria, comemoro um mês de lançamento do meu primeiro romance.

Tem sido uma travessia deliciosamente vertiginosa, feita de aprendizados, grandes alegrias e desafios.

A maior alegria é, sem dúvida, saber que 19 pessoas acreditaram em minha história e dedicaram seu tempo para desbravarem o universo da protagonista Nina, e apreender como seus conflitos ressoam em cada um.

Por isso, acredito que a escrita tem uma função coletiva. O processo criativo geralmente é bastante solitário, exige uma dedicação que faz o mundo externo desaparecer, e mobiliza diversas energias internas, memórias, sensações, paisagens inexploradas.

Mas, quando as palavras ganham um corpo, a solidão se desfaz. E essa sensação de ter o mundo preenchido por outras vozes, vidas e dramas me ajudou a me constituir como ser humano, redefinindo os contornos da minha existência. A leitura me fez compreender que eu jamais estaria sozinha.

Nina carrega pedaços de cada um de nós, porque somos feitos de recuos, silêncios, anseios, aprendemos a caminhar, mesmo quando contundidos, e sentimos uma fonte limpa e secreta em algum lugar em nossa alma que nos impulsiona a tentar existir plenamente.

Te convido, carinhosamente, a mergulhar nessa história!

Todas as informações sobre o livro e as crônicas que já escrevi sobre ele estão no menu.

Que A garota napolitana ainda abrace muitos leitores, e que a escrita continue provocando, propondo e rompendo fronteiras!