Novidade: A garota napolitana ganha a versão impressa!

O livro.

Na estante, ansioso por se libertar da poeira e ser abraçado por mãos e olhos.

Na livraria, com sua roupa de domingo, aprumado pela certeza de que um dia será escolhido.

Amarrotado e, de vez em quando, esquecido dentro das caóticas mochilas dos estudantes, mas pronto para livrá-los de qualquer apuro.

Dentro das bolsas dos corações românticos, que os agarram no transporte público, apressados em descobrirem qual é o desfecho do casal. (quem nunca perdeu uma estação de metrô porque estava lendo?).

Manuseado pelas mãozinhas curiosas dos bebês que descobriram uma amizade eterna.

Companheiro de noites insones de almas solitárias, mas povoadas de vidas que tornam a vida real mais colorida.

O livro, que contém a magia de palavras que se costuram e formam histórias que nos inquietam, acalentam e, sim, nos transformam.

Nina, A garota napolitana, nunca imaginou que sua história poderia se transformar em um livro, assim como eu acreditava que seria muito difícil concretizar esse sonho.

Mas os livros me ensinaram que a coragem se esconde, se recolhe, hesita, mais nunca morre.

 Obrigada por sonhar comigo!

Você pode adquirir seu exemplar preenchendo esse formulário:

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Escrever sobre traumas e dores secretas: equilíbrio e delicadeza

A ficção é um lugar relativamente seguro para criarmos e recriarmos a realidade, como um espelho mágico que nos revela outros ângulos de nós mesmos.

Em meu romance, A garota napolitana, abordo temas sensíveis, como bullying, suicídio, xenofobia e assédio sexual. São dores silenciosas que os personagens carregam, e que modelam, de forma inconsciente, seus comportamentos e escolhas.

Para mim, o desafio foi encontrar uma maneira de fazer com o que o leitor sentisse essas dores, mesmo quando submersas, por isso, meus personagens falam – e gritam – nas entrelinhas, nos gestos, nas renúncias.

Um aspecto da trama que me tocou foi o fato de que o bullying, durante a década de 90, onde acontece um trecho da história, não era abordado com seriedade, era visto como uma brincadeira, e esse silenciamento fazia com que as vítimas carregassem suas dores silenciosas, ou até mesmo se sentissem responsáveis pelo que sofreram.

O que você pensa sobre isso?

Vamos conversar.

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Meu romance de estreia: A garota napolitana

Por muito tempo, acreditei que deveria ser educadora. E fui, por vários anos. Mas minha verdadeira paixão é a escrita. Nasci para contar histórias. Ponto.

E reticências, porque sabemos que a arte literária não é valorizada em nosso país, e temos que dar conta da sobrevivência.

Sem discorrer demais sobre minha travessia, esse sonho foi adiado muitas vezes, até que, em 2022, decidi assumir. Quem sou. O que quero fazer. E arriscar.

Já escrevi alguns romances, mas escolhi esse, A garota napolitana, para apresentar a vocês. 

Quem escreve guarda diversos mundos e possibilidades de vidas em lugares secretos. Quando essas vidas pedem para existir, a palavra cria corpo.

A história de Nina, a protagonista, jorrou. Em quatro dias, coloquei o ponto final. Em seguida, comecei o processo de lapidação: conhecer os personagens, conversar com eles, apreender seus contornos e aparar suas arestas.

Quando Nina me pediu para existir, trouxe seus dramas, traumas e alegrias — o que me fez percorrer um caminho instigante e, às vezes, tortuoso: o trauma de não ser aceita, os relacionamentos sutilmente abusivos, a traição, os desafios de ser uma mulher que deseja florescer em um mundo machista.

André, o protagonista — o homem que Nina ama em silêncio — me levou a visitar outras paisagens. Sua luta por se reinventar a partir do que fizeram dele oferece reflexões sobre liberdade e autenticidade.

E, por fim, Marcos — com quem Nina se relaciona por um tempo —, provavelmente o personagem mais enigmático. Seu comportamento ambíguo me fez pensar sobre os entulhos que nos proíbem de sermos quem somos.

O processo de lapidação foi lento e delicado, com poucas pausas, e minha motivação mais preciosa foi permitir que a voz de Nina seja ouvida, que sua dor seja sentida e que suas alegrias possam, quem sabe, inspirar.

Espero que esse romance reverbere em você.

Continue acompanhando meu blog e mergulhando mais no universo da Nina.