A garota napolitana – 4 meses de lançamento!

Faz apenas 4 meses que decidi me assumir como escritora. 

A garota napolitana não é o primeiro romance que escrevi, mas sim o primeiro que publiquei. Antes dele, escrevi 6 romances, e, depois dele, mais 2. Mas esse é assunto para outro texto. 

Dia após dia, meu romance segue conquistando novos leitores, paquerando os indecisos, e convidando para o diálogo.

Nina é uma mulher que se expõe de maneira vulnerável, criando pontes afetivas com nossos dilemas e conquistas.

Agradeço aos maravilhosos leitores e a quem decidir dar uma chance para Nina!

Deixo abaixo duas resenhas especiais: Lara Nacht, minha irmã de coração, ser lida por você é uma alegria que não cabe em mim.

E a fabulosa Roberta Couto, que sempre me inspira com seu olhar poético sobre o mundo.

Nina segue reverberando.

E teremos novidades! Aguardem!

A ambição masculina: virtude ou alerta?

A ambição, em si, é uma virtude? A ambição masculina é encorajada e admirada em nossa cultura?

Em meu romance, A garota napolitana, a protagonista Nina conhece Marcos quando ambos cursam Jornalismo. Começam a namorar, e, em pouco tempo, ele define seus objetivos: quer ser âncora de um jornal da BBC, por isso, não quer ter filhos, e é irredutível. Prioriza sua carreira, em detrimento dos objetivos de Nina, que ainda estão sendo contornados.

Ela não reage, apenas engole sua raiva, ácida e silenciosa, afinal, o mundo sempre foi dos homens.

Esse trecho específico do romance ocorre no início dos anos 2000, quando o feminismo, enquanto arsenal de diálogo e mobilização, ainda estava saindo das fronteiras acadêmicas. Também por esse motivo, a angústia de Nina não encontrava respaldo externo. A quase ausência de linguagem social (machismo estrutural, violência simbólica, abuso emocional disfarçado de cuidado) a deixava no escuro.

Embora esse escuro tenha diminuído, 25 anos depois, a ambição masculina ainda é admirada e endossada. Os homens, de maneira geral, defendem sua reputação, seu status, sua posição social, mesmo que a base dessas conquistas esteja sedimentada em diversas violências instituídas.

Será que ainda acreditamos que os homens são mais importantes, mais competentes, mais inteligentes?

As mulheres ainda engolem a raiva silenciosa? Nós ainda carregamos a crença de que o poder masculino consiste em desbravar o mundo, e cabe às mulheres cuidarem desse legado e manterem a vida doméstica em ordem?

O que vc pensa sobre isso?

A garota napolitana – um mês de vida!

Com muita alegria, comemoro um mês de lançamento do meu primeiro romance.

Tem sido uma travessia deliciosamente vertiginosa, feita de aprendizados, grandes alegrias e desafios.

A maior alegria é, sem dúvida, saber que 19 pessoas acreditaram em minha história e dedicaram seu tempo para desbravarem o universo da protagonista Nina, e apreender como seus conflitos ressoam em cada um.

Por isso, acredito que a escrita tem uma função coletiva. O processo criativo geralmente é bastante solitário, exige uma dedicação que faz o mundo externo desaparecer, e mobiliza diversas energias internas, memórias, sensações, paisagens inexploradas.

Mas, quando as palavras ganham um corpo, a solidão se desfaz. E essa sensação de ter o mundo preenchido por outras vozes, vidas e dramas me ajudou a me constituir como ser humano, redefinindo os contornos da minha existência. A leitura me fez compreender que eu jamais estaria sozinha.

Nina carrega pedaços de cada um de nós, porque somos feitos de recuos, silêncios, anseios, aprendemos a caminhar, mesmo quando contundidos, e sentimos uma fonte limpa e secreta em algum lugar em nossa alma que nos impulsiona a tentar existir plenamente.

Te convido, carinhosamente, a mergulhar nessa história!

Todas as informações sobre o livro e as crônicas que já escrevi sobre ele estão no menu.

Que A garota napolitana ainda abrace muitos leitores, e que a escrita continue provocando, propondo e rompendo fronteiras!