Eu, Nina, a protagonista, te convido a comemorar comigo!

Olá, eu sou a Nina! A garota napolitana.

Faz exatamente 3 meses que minha história encontrou leitores. Isso me causa espanto, no melhor sentido, porque fiquei me perguntando se minha vida é interessante ao ponto de se tornar um livro.

Fiz uma breve reflexão, usando meu olhar jornalístico, e concluí que sim, não porque eu tenha uma vida extraordinária, mas porque podemos nos reconhecer naquilo que temos de vulnerável, nas nossas dores e alegrias.

Acredito também que podemos dialogar sobre questões difíceis, como a aversão a quem é diferente, relacionamentos tóxicos, machismo…

Escrevo pra vocês do ano de 2005, e muitas pessoas debatem um ponto importante: será que o avanço tecnológico e a internet podem ampliar nossa visão de mundo, ou estou sendo ingênua?

Não quero ser pessimista, porque é um momento para celebrar. Então, agradeço a todas as pessoas que mergulharam em minha história, se sentiram tocadas e toparam dialogar.

E, pra quem ainda não conhece, peço uma chance, porque sei que tem um pedaço seu em minha jornada.

Aliás, aos três meses, um bebê começa a sorrir.

Devo isso a vocês.

Um abraço,

Nina.

A garota napolitana – um mês de vida!

Com muita alegria, comemoro um mês de lançamento do meu primeiro romance.

Tem sido uma travessia deliciosamente vertiginosa, feita de aprendizados, grandes alegrias e desafios.

A maior alegria é, sem dúvida, saber que 19 pessoas acreditaram em minha história e dedicaram seu tempo para desbravarem o universo da protagonista Nina, e apreender como seus conflitos ressoam em cada um.

Por isso, acredito que a escrita tem uma função coletiva. O processo criativo geralmente é bastante solitário, exige uma dedicação que faz o mundo externo desaparecer, e mobiliza diversas energias internas, memórias, sensações, paisagens inexploradas.

Mas, quando as palavras ganham um corpo, a solidão se desfaz. E essa sensação de ter o mundo preenchido por outras vozes, vidas e dramas me ajudou a me constituir como ser humano, redefinindo os contornos da minha existência. A leitura me fez compreender que eu jamais estaria sozinha.

Nina carrega pedaços de cada um de nós, porque somos feitos de recuos, silêncios, anseios, aprendemos a caminhar, mesmo quando contundidos, e sentimos uma fonte limpa e secreta em algum lugar em nossa alma que nos impulsiona a tentar existir plenamente.

Te convido, carinhosamente, a mergulhar nessa história!

Todas as informações sobre o livro e as crônicas que já escrevi sobre ele estão no menu.

Que A garota napolitana ainda abrace muitos leitores, e que a escrita continue provocando, propondo e rompendo fronteiras!