A garota napolitana – 4 meses de lançamento!

Faz apenas 4 meses que decidi me assumir como escritora. 

A garota napolitana não é o primeiro romance que escrevi, mas sim o primeiro que publiquei. Antes dele, escrevi 6 romances, e, depois dele, mais 2. Mas esse é assunto para outro texto. 

Dia após dia, meu romance segue conquistando novos leitores, paquerando os indecisos, e convidando para o diálogo.

Nina é uma mulher que se expõe de maneira vulnerável, criando pontes afetivas com nossos dilemas e conquistas.

Agradeço aos maravilhosos leitores e a quem decidir dar uma chance para Nina!

Deixo abaixo duas resenhas especiais: Lara Nacht, minha irmã de coração, ser lida por você é uma alegria que não cabe em mim.

E a fabulosa Roberta Couto, que sempre me inspira com seu olhar poético sobre o mundo.

Nina segue reverberando.

E teremos novidades! Aguardem!

Eu, Nina, a protagonista, te convido a comemorar comigo!

Olá, eu sou a Nina! A garota napolitana.

Faz exatamente 3 meses que minha história encontrou leitores. Isso me causa espanto, no melhor sentido, porque fiquei me perguntando se minha vida é interessante ao ponto de se tornar um livro.

Fiz uma breve reflexão, usando meu olhar jornalístico, e concluí que sim, não porque eu tenha uma vida extraordinária, mas porque podemos nos reconhecer naquilo que temos de vulnerável, nas nossas dores e alegrias.

Acredito também que podemos dialogar sobre questões difíceis, como a aversão a quem é diferente, relacionamentos tóxicos, machismo…

Escrevo pra vocês do ano de 2005, e muitas pessoas debatem um ponto importante: será que o avanço tecnológico e a internet podem ampliar nossa visão de mundo, ou estou sendo ingênua?

Não quero ser pessimista, porque é um momento para celebrar. Então, agradeço a todas as pessoas que mergulharam em minha história, se sentiram tocadas e toparam dialogar.

E, pra quem ainda não conhece, peço uma chance, porque sei que tem um pedaço seu em minha jornada.

Aliás, aos três meses, um bebê começa a sorrir.

Devo isso a vocês.

Um abraço,

Nina.

Quando eu encontrar o amor…

Vou me curar.

A pessoa que me amar vai varrer todas as feridas e cicatrizes da minha alma.

Vou renascer, zerar meu passado, e terei todas as minhas necessidades supridas. Nós dois seremos um só.

Será?!

Sou de uma geração de mulheres que cresceu acreditando em príncipe encantado, bombardeada de estímulos incessantes: desenhos da Disney, comédias românticas, os famosos romances açucarados… Esse ser mágico, perfeito, portador de todas as respostas, que nasceu pronto, nos faria felizes para sempre.

Em algum momento da minha jornada, uma pergunta crucial me atravessou: e se eu tentar me salvar? E se eu construir autonomia sobre meus desejos e necessidades, e entender a relação romântica como um complemento, capaz agregar novos elementos à minha existência, feita de diversas texturas e cores, e não ser a razão da minha existência?

Nós, mulheres, sabemos como funciona: temos que estar prontas para quando ele chegar, atentas às suas necessidades e demandas, e supri-las. Sempre arrumadas, enfeitadas, até mesmo dóceis, afinal, a mocinha conquista e seduz pela sua alma alegre, sua disponibilidade infinita, sua natureza maleável.

Isso não quer dizer que não acredito no amor. Mas quando ele se transforma em ideal a ser alcançado, de maneira padronizada, descartando nossas nuances, medos, recuos, e no caso das mulheres, o protagonismo sobre nossas escolhas, merece um sinal de alerta.

Enquanto escritora, tentei criar uma história de amor mais humanizada, porque A garota napolitana, meu romance de estreia, é também, sobre o amor entre Nina e André.

Mas não se engane: para além dessa padronização, a jornada deles coloca em evidência justamente a humanidade de cada um, e, principalmente, o que interdita uma entrega impulsiva, ou previsível, onde tudo se encaixa perfeitamente.

Como minha primeira e sensacional leitora Amanda Gonzaga afirmou: O romance dela com André não é o principal fator. O amor deles vai ser uma consequência dela ficar bem.

E por que Nina tem que ficar bem? Por que ela é uma mulher que, como todas nós, foi vítima de diversos tipos de violência. Por isso, como aconteceu comigo, em algum momento da sua história, ela percebe que é responsável pela sua existência, e inverte o jogo: ela não tem que ser amada por um homem para ser curada, ela tem que aprender se curar para amar.

E você, ainda acredita em amor romântico como salvação?

A ambição masculina: virtude ou alerta?

A ambição, em si, é uma virtude? A ambição masculina é encorajada e admirada em nossa cultura?

Em meu romance, A garota napolitana, a protagonista Nina conhece Marcos quando ambos cursam Jornalismo. Começam a namorar, e, em pouco tempo, ele define seus objetivos: quer ser âncora de um jornal da BBC, por isso, não quer ter filhos, e é irredutível. Prioriza sua carreira, em detrimento dos objetivos de Nina, que ainda estão sendo contornados.

Ela não reage, apenas engole sua raiva, ácida e silenciosa, afinal, o mundo sempre foi dos homens.

Esse trecho específico do romance ocorre no início dos anos 2000, quando o feminismo, enquanto arsenal de diálogo e mobilização, ainda estava saindo das fronteiras acadêmicas. Também por esse motivo, a angústia de Nina não encontrava respaldo externo. A quase ausência de linguagem social (machismo estrutural, violência simbólica, abuso emocional disfarçado de cuidado) a deixava no escuro.

Embora esse escuro tenha diminuído, 25 anos depois, a ambição masculina ainda é admirada e endossada. Os homens, de maneira geral, defendem sua reputação, seu status, sua posição social, mesmo que a base dessas conquistas esteja sedimentada em diversas violências instituídas.

Será que ainda acreditamos que os homens são mais importantes, mais competentes, mais inteligentes?

As mulheres ainda engolem a raiva silenciosa? Nós ainda carregamos a crença de que o poder masculino consiste em desbravar o mundo, e cabe às mulheres cuidarem desse legado e manterem a vida doméstica em ordem?

O que vc pensa sobre isso?

A garota napolitana – um mês de vida!

Com muita alegria, comemoro um mês de lançamento do meu primeiro romance.

Tem sido uma travessia deliciosamente vertiginosa, feita de aprendizados, grandes alegrias e desafios.

A maior alegria é, sem dúvida, saber que 19 pessoas acreditaram em minha história e dedicaram seu tempo para desbravarem o universo da protagonista Nina, e apreender como seus conflitos ressoam em cada um.

Por isso, acredito que a escrita tem uma função coletiva. O processo criativo geralmente é bastante solitário, exige uma dedicação que faz o mundo externo desaparecer, e mobiliza diversas energias internas, memórias, sensações, paisagens inexploradas.

Mas, quando as palavras ganham um corpo, a solidão se desfaz. E essa sensação de ter o mundo preenchido por outras vozes, vidas e dramas me ajudou a me constituir como ser humano, redefinindo os contornos da minha existência. A leitura me fez compreender que eu jamais estaria sozinha.

Nina carrega pedaços de cada um de nós, porque somos feitos de recuos, silêncios, anseios, aprendemos a caminhar, mesmo quando contundidos, e sentimos uma fonte limpa e secreta em algum lugar em nossa alma que nos impulsiona a tentar existir plenamente.

Te convido, carinhosamente, a mergulhar nessa história!

Todas as informações sobre o livro e as crônicas que já escrevi sobre ele estão no menu.

Que A garota napolitana ainda abrace muitos leitores, e que a escrita continue provocando, propondo e rompendo fronteiras!

Um sonho realizado

Escrevo há trinta e dois anos. Minha primeira crônica, O sol, nasceu quando eu tinha 13. É a primeira experimentação no universo da escrita, o primeiro mergulho nas águas vertiginosas que me curaram por todos esses anos.

Por diversas razões, principalmente internas, esse sonho foi adiado, o que me faz pensar na substância de que são feitos: não há um caminho linear, nem uma fórmula mágica, e sim renúncias, recuos, medos, pequenas alegrias, fagulhas indecisas e pressões externas, muitas vezes corrosivas (e covardes).

Aos 14, usei as palavras para começar a esboçar minha identidade, quando escrevi uma crônica poética, não por acaso chamada Poesia:

…Ergueram prisões, manicômios e distribuíram títulos hilários para os que ainda ousam. Para os ditos poetas. Quando seres humanos condenados e pecadores, impulsionados pelo quase possível, injetam na alma uma só dose de liberdade, não sabem mais como construir muros que limitem a existência absoluta. Eles se movimentam, dançam. Criam.

Esse anseio pelo desconhecido, pelo avesso, pela liberdade (um mistério sempre deglutido até a exaustão), me levaria a experimentar outras linguagens e formatos: contos, poesias, romances. Não, a A garota napolitana não é meu primeiro romance escrito, e sim o primeiro que cometeu a ousadia de conhecer o mundo.

Até mesmo em minha vida acadêmica, enquanto socióloga, essa experimentação e esse anseio me guiavam: ainda no colégio, escrevi uma dissertação sobre A servidão voluntária, analisando a obra de Étienne de La Bóetie e a filosofia sartreana. Na graduação, escolhi o autor Henry Miller para debater o sexo como subversão, um trabalho que deve ser revisto a partir do meu olhar mais maduro sobre sua obra. Por fim, em meu Mestrado, defendido em 2011, fiz um estudo de campo dos Saraus Periféricos como possibilidades de democratizar o espaço urbano segregado.

Em tudo o que escrevi, há um apelo para que vozes marginalizadas sejam ouvidas, para que os indivíduos, em suas jornadas, encontrem maneiras de enfrentar as estruturas de poder, para que as mulheres sejam protagonistas de suas lutas e de suas dores, as dores silenciosas e dilacerantes que poucos querem ouvir e validar.

O romance A garota napolitana carrega toda essa carga emotiva, intelectual, filosófica e existencial. Mas carrega, principalmente, o anseio daquela garotinha de 13 anos que se apoderou de uma porção mágica feita de letras, sílabas, palavras, sentenças, e que sabia que veio ao mundo para contar histórias.

Porque histórias entrelaçam almas, e almas entrelaçadas criam novos mundos.

Você pode ouvir A garota napolitana

Vem aprontar comigo:

Em meu romance, A garota napolitana, a música é uma personagem especial, a ponte que une os protagonistas, Nina e André. Eles se amam, mas suas vivências e acontecimentos trágicos os afastam.

Dizem que a música é a linguagem universal do amor, e tem o poder mágico de criar e estreitar afetos. E quando ela se entrelaça com a escrita, expandindo a experiência de descobrir a Nina?

Por isso, criei uma playlist com todas as músicas que aparecem no romance, e te convido para sentir essa história.

E a brincadeira é:

Pra quem já leu, vai poder “reler” a história, sentindo o que cada música significa para Nina e André.

Pra quem ainda não leu, é o aquecimento pra te inspirar a começar a jornada.

A trilha sonora e o link para buscar A garota napolitana estão aqui: https://linktr.ee/bianca.lunna

Gosta da ideia?

Me conta!

Lançamento: A garota napolitana

Meu romance nasceu no dia 11 de setembro de 2024. E jorrou. No dia 11, estava chorando e se debatendo como um recém-nascido.

Mas o choro era de alívio.

Ansioso, tentou andar, falar, dançar. Para tornar sua dança harmoniosa, comecei a lapidação, e foi um processo intenso: às vezes, doloroso como uma cirurgia sem anestesia, outras vezes, me senti abraçada pela doçura de um começo.

Após mergulhar nos meandros do mercado literário, que, por si só, rende uma tese, decidi me tornar autora independente. Então, começou uma aventura vertiginosa.

Adendo importante: precisei ser social media, diagramadora e designer, dando conta de todos os processos e detalhes que, quando resolvidos, revelavam outros.

Optei pelo formato e-book via Amazon, decisão que fez minha versão escritora de 20 anos torcer o nariz, porque, sejamos justos: ela queria cheirar o livro, niná-lo no peito, autografá-lo. Mas expliquei pra ela que os tempos mudaram, e que certos sonhos podem ser ajustados sem perderem sua beleza.

Esse formato trouxe surpresas inesperadas: programas de formatação gratuitos, publicação sem custo inicial, grande alcance. Porque, convenhamos, lançar um livro físico exige um investimento considerável.

E há também o apoio sempre bem-vindo das pessoas que vivem esse sonho comigo, porque acreditam no poder da arte verdadeira, que precisa brotar e reverberar.

Acredito que a escritora de 20 anos está satisfeita. A de 45 aprendeu que jamais devemos negligenciar o que pulsa dentro de nós, o que pede para existir.

Finalmente, A garota napolitana existe, e está te esperando!

Me contem como foi o seu encontro com a Nina, e uma avaliação lá na Amazon faz toda a diferença.

Um abraço carinhoso!