Escrever sobre traumas e dores secretas: equilíbrio e delicadeza

A ficção é um lugar relativamente seguro para criarmos e recriarmos a realidade, como um espelho mágico que nos revela outros ângulos de nós mesmos.

Em meu romance, A garota napolitana, abordo temas sensíveis, como bullying, suicídio, xenofobia e assédio sexual. São dores silenciosas que os personagens carregam, e que modelam, de forma inconsciente, seus comportamentos e escolhas.

Para mim, o desafio foi encontrar uma maneira de fazer com o que o leitor sentisse essas dores, mesmo quando submersas, por isso, meus personagens falam – e gritam – nas entrelinhas, nos gestos, nas renúncias.

Um aspecto da trama que me tocou foi o fato de que o bullying, durante a década de 90, onde acontece um trecho da história, não era abordado com seriedade, era visto como uma brincadeira, e esse silenciamento fazia com que as vítimas carregassem suas dores silenciosas, ou até mesmo se sentissem responsáveis pelo que sofreram.

O que você pensa sobre isso?

Vamos conversar.

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