Meu romance de estreia: A garota napolitana

Por muito tempo, acreditei que deveria ser educadora. E fui, por vários anos. Mas minha verdadeira paixão é a escrita. Nasci para contar histórias. Ponto.

E reticências, porque sabemos que a arte literária não é valorizada em nosso país, e temos que dar conta da sobrevivência.

Sem discorrer demais sobre minha travessia, esse sonho foi adiado muitas vezes, até que, em 2022, decidi assumir. Quem sou. O que quero fazer. E arriscar.

Já escrevi alguns romances, mas escolhi esse, A garota napolitana, para apresentar a vocês. 

Quem escreve guarda diversos mundos e possibilidades de vidas em lugares secretos. Quando essas vidas pedem para existir, a palavra cria corpo.

A história de Nina, a protagonista, jorrou. Em quatro dias, coloquei o ponto final. Em seguida, comecei o processo de lapidação: conhecer os personagens, conversar com eles, apreender seus contornos e aparar suas arestas.

Quando Nina me pediu para existir, trouxe seus dramas, traumas e alegrias — o que me fez percorrer um caminho instigante e, às vezes, tortuoso: o trauma de não ser aceita, os relacionamentos sutilmente abusivos, a traição, os desafios de ser uma mulher que deseja florescer em um mundo machista.

André, o protagonista — o homem que Nina ama em silêncio — me levou a visitar outras paisagens. Sua luta por se reinventar a partir do que fizeram dele oferece reflexões sobre liberdade e autenticidade.

E, por fim, Marcos — com quem Nina se relaciona por um tempo —, provavelmente o personagem mais enigmático. Seu comportamento ambíguo me fez pensar sobre os entulhos que nos proíbem de sermos quem somos.

O processo de lapidação foi lento e delicado, com poucas pausas, e minha motivação mais preciosa foi permitir que a voz de Nina seja ouvida, que sua dor seja sentida e que suas alegrias possam, quem sabe, inspirar.

Espero que esse romance reverbere em você.

Continue acompanhando meu blog e mergulhando mais no universo da Nina.

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