Somos feitos dos livros que lemos, dos filmes que assistimos, das fotos que criamos e contemplamos.
Desde minha adolescência, fui uma devoradora de romances. São eles que me oferecem lampejos de uma compreensão mais profunda da natureza humana e de suas contradições.
A leitura oferece uma experiência silenciosa, que movimenta todos os nossos sentidos, como uma espécie de ritual: manusear as páginas, saborear cada parágrafo, criar expectativas sobre o desfecho, sentir a alma se expandindo, plena de sentimentos, lugares, possibilidades.
Gosto de compartilhar minhas leituras, por isso, começo por uma escritora muito especial: Joyce Carol Oates, nascida em 1938, no Estado de Nova York. Tive contato com sua produção literária há muitos anos, quando frequentava as bibliotecas municipais e, desde então, é uma das minhas escritoras preferidas.
Minha primeira leitura desse ano foi justamente o romance A mulher de barro, que me fez refletir muito sobre diversas questões (principalmente existenciais), mas também sobre violência familiar, fanatismo religioso, machismo, do ponto de vista de uma mulher de quarenta anos que foi nomeada a primeira presidenta de uma renomada Universidade.
Obviamente, vou manter o restante da história em suspense.
Conheçam! Leiam! É uma experiência transformadora! Não é uma leitura fácil (no sentido puramente emocional), porque exige um mergulho intenso nesse drama que é a vida humana, naquilo que fizeram de nós, e na luta que travamos, muitas vezes em silêncio, pela verdade. E pela liberdade.
Também indico:
Levo você até lá
A filha do coveiro
Pássaro do paraíso
Memórias de uma viúva
As cataratas