Você pode ouvir A garota napolitana

Vem aprontar comigo:

Em meu romance, A garota napolitana, a música é uma personagem especial, a ponte que une os protagonistas, Nina e André. Eles se amam, mas suas vivências e acontecimentos trágicos os afastam.

Dizem que a música é a linguagem universal do amor, e tem o poder mágico de criar e estreitar afetos. E quando ela se entrelaça com a escrita, expandindo a experiência de descobrir a Nina?

Por isso, criei uma playlist com todas as músicas que aparecem no romance, e te convido para sentir essa história.

E a brincadeira é:

Pra quem já leu, vai poder “reler” a história, sentindo o que cada música significa para Nina e André.

Pra quem ainda não leu, é o aquecimento pra te inspirar a começar a jornada.

A trilha sonora e o link para buscar A garota napolitana estão aqui: https://linktr.ee/bianca.lunna

Gosta da ideia?

Me conta!

Como minhas histórias nascem

Escrever, pra mim, é um deslocamento para outro mundo, ávido, às vezes arenoso, e sempre surpreendente.

Pensando em minha trajetória, lembro com nostalgia dos meus primeiros esboços, lá nos anos 90, usando uma máquina de escrever do meu avô. Havia uma magia, uma dança com o desconhecido, e me apaixonei incondicionalmente por essa magia e por essa dança.

Porque elas sempre alimentaram minha alma.

Escrever, também, é um apelo, um grito, uma tentativa de resistência, de estabelecer uma voz, sussurrada e guiada pelos personagens.

Meu processo criativo sempre foi intuitivo, mas, atingindo certa maturidade, passei a compreender todas os vetores emocionais que quem escreve mobiliza, e despeja: memórias, emoções, dores, alegrias, referências, pesquisas, embates internos… E cansa.

Mas é um cansaço bom, como quando passamos um dia em um parque com pessoas queridas e dormimos exaustos e felizes.

Minhas histórias nascem porque o motor que me move é um desejo genuíno de pensar e tentar germinar um mundo melhor, mais humano, mais justo e menos violento.

E a imaginação é o primeiro movimento em direção à liberdade.

Por isso, me sinto muito feliz em compartilhar A garota napolitana com você!

Continue acompanhando, o lançamento vai ser em breve!

A garota napolitana: sobre amor, traição, escolhas

Alguns temas universais, como paixão, amor e traição, são tratados em meu romance.

E, refletindo sobre eles, parto de alguns pontos:

– Quando somos jovens, nos apaixonamos e amamos com mais intensidade? Entregamos tudo? E queremos tudo?

– Quando uma história de amor não se realiza, nos tornamos amargos? Incompletos?

Nina, a protagonista, ama André, mas luta contra e a favor desse amor, refém dos seus conflitos internos. Durante a faculdade de jornalismo, se relaciona com Marcos, que almeja uma carreira grandiosa como correspondente político no exterior. Ele é, a princípio, um porto seguro, confortável e previsível. Aos poucos, ele descobre que Nina e André têm um passado mal resolvido e carregado de tensão.

Seria uma espécie de triângulo amoroso? Nina e Marcos estão imersos em um jogo de sombras e silêncios, o que me leva a mais especulações:

– Em nossos relacionamentos amorosos, o que nos proíbe de confrontar, descobrir a verdade, e, a parti dela, agir? Carência? Medo de perder? Porque é melhor ter uma pessoa pela metade do que não ter nenhuma?

E, o principal: estar sozinho(a) significa não ter nada?

Existe, em nossa cultura, uma imposição da romantização, que recai sobre a mulher de maneira agressiva. Certamente, você já ouviu essas frases, sobre uma mulher solteira:

Vai ficar para titia! Seu problema é falta de homem. Se está solteira, tem algum problema. Não tem que escolher demais.

Essa pressão externa seria uma força que submete a mulher a um relacionamento ruim?

Vou parar por aqui, porque é um assunto que dá pano pra manga, mas podemos continuar essa prosa.

Me conta, o que você pensa sobre isso?