Como minhas histórias nascem

Escrever, pra mim, é um deslocamento para outro mundo, ávido, às vezes arenoso, e sempre surpreendente.

Pensando em minha trajetória, lembro com nostalgia dos meus primeiros esboços, lá nos anos 90, usando uma máquina de escrever do meu avô. Havia uma magia, uma dança com o desconhecido, e me apaixonei incondicionalmente por essa magia e por essa dança.

Porque elas sempre alimentaram minha alma.

Escrever, também, é um apelo, um grito, uma tentativa de resistência, de estabelecer uma voz, sussurrada e guiada pelos personagens.

Meu processo criativo sempre foi intuitivo, mas, atingindo certa maturidade, passei a compreender todas os vetores emocionais que quem escreve mobiliza, e despeja: memórias, emoções, dores, alegrias, referências, pesquisas, embates internos… E cansa.

Mas é um cansaço bom, como quando passamos um dia em um parque com pessoas queridas e dormimos exaustos e felizes.

Minhas histórias nascem porque o motor que me move é um desejo genuíno de pensar e tentar germinar um mundo melhor, mais humano, mais justo e menos violento.

E a imaginação é o primeiro movimento em direção à liberdade.

Por isso, me sinto muito feliz em compartilhar A garota napolitana com você!

Continue acompanhando, o lançamento vai ser em breve!

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