Alguns temas universais, como paixão, amor e traição, são tratados em meu romance.
E, refletindo sobre eles, parto de alguns pontos:
– Quando somos jovens, nos apaixonamos e amamos com mais intensidade? Entregamos tudo? E queremos tudo?
– Quando uma história de amor não se realiza, nos tornamos amargos? Incompletos?
Nina, a protagonista, ama André, mas luta contra e a favor desse amor, refém dos seus conflitos internos. Durante a faculdade de jornalismo, se relaciona com Marcos, que almeja uma carreira grandiosa como correspondente político no exterior. Ele é, a princípio, um porto seguro, confortável e previsível. Aos poucos, ele descobre que Nina e André têm um passado mal resolvido e carregado de tensão.
Seria uma espécie de triângulo amoroso? Nina e Marcos estão imersos em um jogo de sombras e silêncios, o que me leva a mais especulações:
– Em nossos relacionamentos amorosos, o que nos proíbe de confrontar, descobrir a verdade, e, a parti dela, agir? Carência? Medo de perder? Porque é melhor ter uma pessoa pela metade do que não ter nenhuma?
E, o principal: estar sozinho(a) significa não ter nada?
Existe, em nossa cultura, uma imposição da romantização, que recai sobre a mulher de maneira agressiva. Certamente, você já ouviu essas frases, sobre uma mulher solteira:
Vai ficar para titia! Seu problema é falta de homem. Se está solteira, tem algum problema. Não tem que escolher demais.
Essa pressão externa seria uma força que submete a mulher a um relacionamento ruim?
Vou parar por aqui, porque é um assunto que dá pano pra manga, mas podemos continuar essa prosa.
Me conta, o que você pensa sobre isso?